O Palácio da Bahia não é um monumento simétrico concebido de uma só vez. Cresceu através da união de casas e pátios, pelo que a visita se desenrola como uma sequência de passagens estreitas, jardins e salas ricamente acabadas.
Informação verificada e atualizada em 22 de setembro de 2026.

Um palácio reunido ao longo do tempo
A residência de Si Moussa formava o núcleo mais antigo. A partir de 1894, o seu filho Ba Ahmed adquiriu casas vizinhas e uniu-as num palácio muito maior. A planta resultante parece orgânica: os eixos mudam, as salas agrupam-se em torno de pátios e a escala varia sem aviso.
Arquitetura moldada pelo clima
Os pátios levam ar e luz às salas viradas para o interior. Jardins, sombra e fontes amenizam o calor de Marraquexe, enquanto as paredes espessas protegem os interiores. A beleza do palácio é inseparável deste controlo prático da luz, da privacidade e da temperatura.
A decoração como arquitetura
O zellige protege e anima a parte inferior das paredes e os pavimentos; o estuque esculpido capta a luz variável; o cedro pintado cobre as salas. Mármore, vitrais e painéis de moucharabieh completam um ambiente criado por artesãos marroquinos especializados, não aplicado apenas como acabamento final.
