Durante o Protetorado francês, algumas partes do Palácio da Bahia foram usadas como residência oficial e sede administrativa. Este período acrescentou outra camada política a um conjunto já moldado pelo poder da corte marroquina.

Informação verificada e atualizada em 22 de setembro de 2026.

Palácio da Bahia em Marrakech
Palácio da Bahia, Marrakech. Os créditos de fotografia estão listados no rodapé.

Uma nova utilização oficial

As autoridades coloniais utilizaram edifícios prestigiados já existentes para projetar poder e administrar o Protetorado. A dimensão, a localização e as salas de representação da Bahia tornavam-na adequada a uma ocupação oficial.

Transformação e conservação

Foram introduzidas instalações modernas e adaptações, enquanto grande parte da decoração fixa permaneceu. Qualquer relato sobre conservação deve também reconhecer que a utilização oficial continuada alterou o funcionamento do palácio e quem o controlava.

Como interpretar hoje este período

O percurso oferece poucas explicações sobre a administração colonial. Este capítulo deve ser situado na história mais ampla de Marraquexe e da resistência marroquina, em vez de ser tratado como um episódio neutro de manutenção do edifício.

Contexto para compreender melhor

O relatório oficial de restauro afirma que, durante o Protetorado francês, o palácio foi sede da Residência-Geral sob o marechal Lyautey. O edifício fez, portanto, parte da administração colonial e não foi apenas uma residência pitoresca.

Edith Wharton descreveu a Bahia como o palácio do Residente-Geral no seu relato de viagem de 1920. O seu texto oferece uma perspetiva estrangeira contemporânea, útil como prova do uso e das atitudes da época, mas não é um relato neutro sobre Marrocos.

Perguntas frequentes

Para que foi utilizado o palácio?

A documentação oficial indica que serviu como sede da Residência-Geral francesa.

Foi Lyautey que construiu o Palácio da Bahia?

Não. O palácio é anterior ao Protetorado; as autoridades coloniais ocuparam-no mais tarde.

Porque mencionar a perspetiva colonial?

As fontes da época refletem a linguagem e os pressupostos do domínio colonial e exigem uma leitura crítica.

Fontes e método

Separamos os fatos documentados da interpretação do visitante e revisamos esta página quando houver evidências mais fortes.

Este resumo é deliberadamente conciso e evita atribuir alterações não documentadas a um responsável ou a uma sala específicos.

Contexto UNESCO da medina de Marraquexe →

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